Carteira de Ações

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cidadania Italiana Via Materna - Tramitação do Processo em Roma

Hoje recebi dos meus advogados italianos o protocolo oficial e todos os dados relacionados ao processo que foi iniciado em julho de 2014.

A previsão da primeira audiência esta marcada para dezembro de 2014 e o transcorrer até a sentença geralmente demora 1 ano desde o inicio do processo, podendo ser antecipado caso a caso.

A dificuldade foi grande até o momento mas agora a sensação esta ficando cada vez melhor com a proximidade do objetivo realizado.

Abaixo duas fotos da minha visita a região da minha família, o Veneto em dois momentos em Veneza:


Nesse aqui dando uma volta na gondola e curiosamente uma exposição do Dali que nesse momento esta no Rio.


Nesse aqui vendo o belo visual de Veneza do alto do campanário.

sábado, 23 de agosto de 2014

Finanças Comportamentais

Me interesso muito sobre finanças comportamentais que vou trazer algumas matérias e artigos científicos sobre essa epistemologia que merece a cada dia mais atenção dos investidores que muitas das vezes não sabem lidar com as situações que se apresentam ou muitas das vezes não tem a paciência desejável para alcançar o sucesso no longo prazo. 
Uma forma de sairmos vencedores é estudar os casos, situações e toda psicologia que envolve o comportamento humano nos investimentos, criando uma estratégia eficiente e sentindo segurança em todas as situações que surgem durante nossa jornada de investidor em nossa vida.


Comportamentos que levam o investidor ao erro

Por Danylo Martins | Valor
SÃO PAULO  -  Investir é uma ação racional, baseada no comportamento do mercado e no retorno das aplicações financeiras. Certo? Nem tanto. O tradicional pensamento econômico, que leva em conta a tomada de decisões unicamente a partir de dados, começou a ser questionado com mais força nos últimos anos. Os estudos desenvolvidos pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky, ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2002, foram decisivos para o assunto ganhar mais relevância no mundo dos investimentos. Segundo os pesquisadores, as atitudes aparentemente racionais dos investidores envolvem uma série de “atalhos mentais”, armadilhas colocadas pelo cérebro que, inconscientemente, têm impacto na hora de escolher uma aplicação ou manter determinado ativo na carteira.
Também conhecidos como “vieses” pela linha de estudo da Psicologia Econômica, esses tipos de comportamento podem levar os investidores ao erro — e pior, sem que eles percebam. “O investidor não consegue fazer uma análise racional, ela é sempre enviesada. Sem contar que ele tem a dificuldade de avaliar os riscos envolvidos no investimento”, explica Vera Rita de Mello Ferreira, professora da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) e autora do livro “A cabeça do investidor”.
A chamada “overconfidence” (em tradução livre, excesso de confiança ou de otimismo) é um dos problemas mais comuns que acometem os investidores, diz Vera. “A pessoa exagera na autoconfiança e quer tudo como esperado.” Isso faz com que elas se frustrem, diz, porque os acontecimentos nem sempre serão condizentes com a expectativa. “É o que vimos na última crise, de 2008. Até estourar, a maioria das pessoas dizia que nada ia acontecer. E deu no que deu”, relembra.
Aversão à perda
O poder da crença em si mesmo traz uma espécie de cegueira em relação aos fatos negativos. “Nosso cérebro apaga as coisas ruins. Isso leva ao ‘viés de confirmação’, ou seja, nós retemos o que vai ao encontro de nossa tese”, afirma Jurandir Macedo, consultor em finanças pessoais do Itaú Unibanco e doutor em Finanças Comportamentais.
Se o investidor acredita, por exemplo, na recuperação de determinada ação na bolsa, mesmo com notícias e indicadores contrários, ele busca elementos que confirmem sua hipótese favorável. “Por consequência, essa ‘ganância’ leva as pessoas a correrem mais riscos”, diz Macedo. “O pensamento é algo como ‘comigo não vai acontecer’”, complementa Vera.
E quando ocorre um deslize, o investidor aponta o dedo para alguém, de modo a se livrar da culpa, mesmo que ela seja sua. “Quando a aposta de investimento não dá certo, as pessoas costumam atribuir o resultado mal-sucedido a outros fatores. E quando está indo bem, o comportamento é de se enaltecer”, explica Aquiles Mosca, estrategista de investimentos pessoais da Santander Asset Management e autor do livro “Finanças Comportamentais”.
“O ser humano não suporta perder. Isso gera a chamada ‘aversão à perda’”, diz Vera. Para ficar mais claro, é como quem aposta nos cassinos, exemplifica. A pessoa vai perdendo, porém não enxerga o risco de perder mais dinheiro nas próximas jogadas.
Valorização excessiva
O chamado “efeito dotação” deriva da autoconfiança exagerada. Quando possuem algum bem ou investimento, as pessoas tendem a valorizar excessivamente o ativo. Isso vale, por exemplo, para quem investe em imóveis ou aplica em ações. “Esse efeito faz com que a pessoa postergue a venda ou a decisão de compra. Isso leva à perda de boas oportunidades”, diz Mosca. “O investidor pensa que o que ele tem vale mais do que os outros estão querendo pagar”, ressalta o planejador financeiro com o selo CFP, Luiz Krempel.
Esse valor estabelecido para um ativo se torna uma espécie de âncora na mente do investidor. Ou seja, se uma ação de sua carteira se valoriza, ele passa a confiar que as demais, assim como o mercado com um todo, irão na mesma linha. “A pessoa fica presa a um valor específico”, diz Mosca. Esse tipo de comportamento, conhecido como “ancoragem”, faz com que o investidor busque determinado patamar. O que é justificável, na visão do executivo do Santander, se houver uma análise baseada em fundamentos, no caso da seleção de papéis no mercado acionário.
Mais conhecido também no ambiente de negociação de ações, o “efeito manada” significa imitar ações, sejam elas racionais ou irracionais, de um grupo maior de pessoas. “O investidor se sente melhor quando há esse suporte. É um atalho, uma forma de facilitar o processo decisório”, diz Mosca. Tal comportamento é um dos fatores que levam, por exemplo, ao estouro das chamadas bolhas.
Outro viés apontado pelos especialistas é a “contabilidade mental”, caracterizada por colocar dinheiro em compartimentos diferentes. “É muito comum vermos pessoas endividadas ao mesmo tempo em que possuem investimentos”, aponta Mosca. É como se cada valor fosse colocado em caixas diferentes, sendo que o patrimônio é único. “A gente vive a era do status fragmentado”, contemporiza Jurandir Macedo. Nessa mesma linha, o “efeito de ordenação” é mais um problema que afeta o investidor. “A pessoa enquadra os acontecimentos de maneiras distintas. Isto é, considera os ganhos, mas se esquece das perdas”, explica Krempel.
O “status quo”, também chamado de inércia, é um comportamento recorrente entre os investidores. Na prática, trata-se de não mudar hábitos por preguiça ou comodismo. “Mudar é muito difícil. Portanto, o status quo é um dos principais entraves não só na hora de investir, como também ao montar o planejamento financeiro”, diz Maria Angela Nunes Assumpção, planejadora financeira CFP. “As pessoas fazem um bonito desenho, mas na prática não funciona”, reforça.
Para os especialistas, é difícil fugir dos vieses ou comportamentos que prejudicam a tomada de decisões na hora de investir.  “Todos esses vieses nos pegam em momentos de fragilidade”, afirma Maria Angela. O investidor pode fazer um trabalho, como listar os erros cometidos, de maneira a não incorrer nos mesmos equívocos futuramente. “As pessoas precisam ter humildade para lidar bem com esses vieses. Vale a pena se perguntar: estou comprando uma ação só porque todo mundo está comprando? Fiz uma boa pesquisa?”, exemplifica Mosca, do Santander. Com essas respostas, fica mais fácil identificar as armadilhas da mente para tentar driblá-las.


© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/financas/3484684/comportamentos-que-levam-o-investidor-ao-erro#ixzz3BG7rBhiv
fonte: http://www.valor.com.br/financas/3484684/comportamentos-que-levam-o-investidor-ao-erro

sábado, 16 de agosto de 2014

São Pio X - Uma homenagem ao Papa da minha família

Essa semana o mais famoso membro da minha família, Giuseppe Melchiorre Sarto o São Pio X celebra os 100 anos do fim do seu pontificado, sendo o único Papa canonizado no século XX e responsável por várias melhorias na igreja católica e no Mundo no início do século passado, gerando inclusive uma crise com a França pelas relações que vivia o Reino da Itália com a Igreja e vivenciando o inicio da Primeira Guerra Mundial.

Um pouco sobre sua história e do processo e a eleição ao pontificado de um homem que se tornou santo e que ao longo de sua vida procurou fazer o Mundo um lugar melhor através de suas atitudes.

Papa Pio X

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
São Pio X, O.F.S.
257º papa
Instaurare omnia in Christo
Brasão pontifical de São Pio X, O.F.S.
Nome de nascimentoGiuseppe Melchiorre Sarto
NascimentoRieseItália,
2 de Junho de 1835
Eleição4 de Agosto de 1903
Entronização9 de Agosto de 1903
Fim do pontificado20 de Agosto de 1914 (79 anos)
AntecessorLeão XIII
SucessorBento XV
Assinatura{{{assinatura_alt}}}
Listas dos papas: cronológica · alfabética
São Pio X, OFS
Papa da Eucaristia
Nascimento2 de junho de 1835 emRiese
Morte20 de agosto de 1914 emRoma
Veneração porIgreja Católica
Beatificação1951Vaticano por Papa Pio XII
Canonização3 de setembro de 1954,Vaticano por Papa Pio XII
Festa litúrgica21 de agosto
Gloriole.svg Portal dos Santos
São Pio X (em italianoPio Xlatim eclesiásticoPius PP. X), OFS, nascido Giuseppe Melchiorre SartoRiese2 de Junho de1835 — Roma20 de Agosto de 1914), foi o 257.º Papa. O seu pontificado decorreu de 4 de agosto de 1903 até a data da sua morte. Ficou conhecido como o "Papa da Eucaristia" e foi o primeiro Papa a ser canonizado desde Pio V (1566–72).

Vida[editar | editar código-fonte]

Era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso. Ordenado em 1858, estudou direito canónico e a obra de São Tomás de Aquino. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave.
O seu lema era "Renovar todas as coisas em Cristo", expresso na sua encíclica E Supremi Apostolatus.1 Por esta razão, foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.
Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que reflectissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo (ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X). Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou 16 encíclicas. No Brasil foi o fundador da Diocese de Taubaté, no Estado de São Paulo, e da Arquidiocese de Aracaju em Sergipe.
Pio X não receou provocar uma crise com a França quando condenou o presidente francês por visitar Victor Emmanuel III, Rei de Itália, com quem a Igreja estava de más relações desde a tomada dos Estados Papais na unificação italiana, em 1870. Entre as consequências deste embate cita-se a completa separação entre Igreja e Estado em França e a expulsão dos Jesuítas. Teve como secretário de Estado o famoso cardeal Merry del Val.
Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII. A Igreja celebra a sua memória litúrgica no dia 21 de Agosto. É atualmente o patrono dos peregrinos enfermos e é considerado por alguns estudiosos,2 como o maior dos Papas do século XX, disputando tal título com o Papa João Paulo II.
Foi o único Papa do século XX a ter tido extensa experiência pastoral ao nível da paróquia. Favoreceu o uso de termos vernaculares nacatequese. O seu estilo directo e as denúncias de atropelos à dignidade humana não lhe trouxeram grande apoio por parte das sociedades aristocráticas europeias na época pré-Primeira Guerra Mundial.

Brasão e Lema[editar | editar código-fonte]

  • Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma âncora de três ganchos de sable, filetada de argente, encordada de goles, posta em banda, pescante num mar de argente ondado de blau, posto em ponta. A âncora encimada por uma estrela de seis pontas de jalde. Em chefe, as armas patriarcais de São Marcos de Veneza, que é de argente com leão alado e nimbado, passante ao natural, sustentando um livro aberto que traz a legenda: PAX TIBI MARCE EVANGELISTA MEVS. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: INSTAVRARE OMNIA IN CHRISTO, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
  • Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A âncora é símbolo de esperança, estabilidade e resistência, sendo de sable (preto), traduz sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. A corda de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens.
O mar ondado representa as águas revoltas da vida, por onde o Soberano Pontífice tem que conduzir a Igreja, a Barca de Pedro; seus esmaltes são blau (azul) que tem o significado acima descrito, e argente (prata) que traduz inocência, castidade, pureza e eloqüência. A estrela representa a Virgem MariaEstrela da Manhã, que orienta os navegantes nos mares bravios da vida, sendo de jalde, simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O chefe com as armas do Patriarcado deVeneza relembra o tempo feliz que o pontífice passou como seu patriarca; sendo que a expressão "ao natural" é um recurso para se colocar o leão, naturalmente dourado sobre o campo de argente (prata), sem ferir as leis da heráldica.
Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema "Renovar todas as coisas em Cristo" é uma expressão do propósito do pontificado de São Pio X, que empreendeu numerosas e admiráveis as obras para defender a Civilização Cristã, gravemente ameaçada.

Giuseppe Sarto, a eleição de um santo (III – Final).

Leia antes o primeiro e segundo posts da série.

As razões por trás da eleição

São Pio X, rogai por nós!A eleição de um cardeal ao Sumo Pontificado é sempre o resultado de muitas considerações, políticas e espirituais. Se Sarto foi eleito, é porque havia um amplo acordo quanto a seu nome. Não que uma grande maioria de cardeais compartilhavam a mesma visão sobre ele, mas, antes, havia um acúmulo das várias razões que eles individualmente tinham para querê-lo como Papa. Gianpaolo Romanato assim resumiu estes motivos:
O Patriarca de Veneza parecia ser a pessoa mais satisfatória. Seus traços biográficos representavam uma espécie de garantia. Ele era um homem do povo, muito humilde, e não da nobreza; havia nascido não nos Estados Papais, mas no Reino da Lombardia-Venécia; ele nunca servira como diplomata pontifício; era um homem discretamente culto, mas não um intelectual; passara toda a sua carreira na cura das almas; era de conhecimento geral que, se necessário, ele sabia mandar e fazer-se obedecido. Além do mais, era conhecido por sua profunda piedade; totalmente distante dos lobbies romanos e desprovido de interesses pessoais. Por último, mas não menos importante, ele tinha exatamente a idade certa (68) para dar a todos as necessárias garantias de discernimento e prudência”. [Romanato, “Pio X: profile storico”, in Sulle orme di Pio X, p. 13.] 
Em suma, de muitas formas ele era o anti-Rampolla. Até o veto, o conclave havia sido em grande parte um reflexo das lutas de influência entre os grandes blocos de poder. O veto austríaco escandalizou muitos cardeais e fez com que eles vissem que o critério para escolher o sucessor de São Pedro deveria ser essencialmente religioso. Também é possível que, mesmo que os participantes do conclave ainda não tivessem informação suficiente para avaliar os resultados do pontificado de Leão XIII, eles tinham algumas de suas deficiências em mente. Enquanto as encíclicas sociais de Leão XIII, o seu prestígio com certos governos e seu encorajamento da renovação intelectual cristã (notavelmente através de um retorno à filosofia tomista e da renovação dos estudos bíblicos) contavam a seu favor, os observadores mais atentos não podiam deixar de ver os problemas que permaneceram não resolvidos: a inadequada formação do clero italiano e o seu laxismo, a crescente laicização das consciências e dos estados, os primeiros sinais do modernismo, etc. Dando os seus votos gradativamente ao Cardeal Sarto, os cardeais do conclave de 1903, evidentemente, queriam romper com um certo tipo de pontificado e com uma certa maneira com que a Igreja se apresentava ao mundo. Sem exagerar grosseiramente as diferenças — pois havia também continuidade –, podemos dizer que os cardeais queriam ver um papa proeminentemente político sucedido por um papa religioso, que traria a Igreja “de volta ao centro” — o centro sendo Cristo — ao unir o povo cristão nos fundamentos da disciplina e da defesa da fé.
O Cardeal Sarto, no entanto, não aspirava ao Sumo Pontificado. Há uma riqueza de detalhadas evidências de que ele não estava fingindo uma aparente humildade; nem é esta imagem o resultado de reconstrução hagiográfica após o acontecimento. Na mesma medida em que os votos cresciam para o Patriarca de Veneza, aumentava também a sua apreensão. Após o quarto escrutínio, ele declarou que “não foi feito para o Papado, e que as pessoas estavam usando o seu nome sem consultá-lo” [Landrieux, “Le Conclave de 1903”, p. 176]. Diversos cardeais foram à sua cela para encorajá-lo a não rejeitar o ofício pontifício se este lhe fosse confiado. O Cardeal Satolli repetiu a ele as palavras de Cristo a São Pedro, andando sobre as águas: “Ego sum, nolite timere!” e, sorrindo, disse-lhe: “Deus que vos ajudou a comandar a gôndola de São Marcos, ajudará a guiar a barca de São Pedro”. Após a quinta votação, parecia que movimento em favor do Patriarca de Veneza só poderia ficar cada vez mais forte. Porém, como relatou o conclavista Landrieux, “após o escrutínio, Sarto se levantou e declarou que ele era indigno da escolha que muitos estavam fazendo, e lhes implorou que votassem em outros” [Ibid., p. 178].
Os escrúpulos e as recusas do Cardeal Sarto eram tão insistentes que o Cardeal Decano, Oreglia di San Stefano, pediu a Monsenhor Merry del Val que fosse vê-lo. Monsenhor Merry del Val fez um relato deste primeiro encontro com o homem de quem ele seria o principal colaborador:
Sua Eminência (Cardeal Oreglia di San Stefano) se sentiu obrigado em consciência a assegurar que o conclave não se arrastasse [em um impasse], e enviou-me ao Cardeal Sarto para questioná-lo se ele insistiria em sua recusa e, fazendo-o, se desejaria e autorizaria que Sua Eminência, o Cardeal Decano, fizesse uma pública e definitiva declaração a este respeito ao conclave durante a sessão da tarde. Neste caso, o Cardeal Decano convidaria os seus confrades a refletir e ao menos a considerar a possibilidade de direcionar suas escolhas a outro candidato.
Eu parti imediatamente para procurar o Cardeal Sarto. Disseram-me que ele não estava em seu quarto e que eu provavelmente o encontraria na capela Paulina.
Era quase meia-noite quando adentrei à silenciosa e sombria capela…
Eu notei um cardeal ajoealhado no chão de mármore próximo ao altar, absorto em oração, com a cabeça entre as mãos e seus cotovelos apoiados em um pequeno banco.
Era o Cardeal Sarto.
Ajoelhei-me ao seu lado e, em voz baixa, dei-lhe a mensagem da qual havia sido incumbido.
Sua Eminência, assim que me compreendeu, levantou os seus olhos e lentamente voltou sua cabeça para mim, com lágrimas transbordando de seus olhos…
“Sim, sim, Monsignore”, ele acrescentou gentilmente, “pedi ao Cardeal Decano que me faça esta caridade…”
As únicas palavras que tive forças para expressar, e que vieram espontaneamente aos meus lábios, foram:
“Eminência, tende coragem! O Senhor vos ajudará!” [Cardeal Merry del Val, Pie X, Impressions et souvenirs”, p. 51]
Quando Pio X escreveu, nas primeiras linhas de sua primeira encíclica, “inútil é lembrar-vos com que lágrimas e com que ardentes preces Nos esforçamos por desviar de nós o múnus tão pesado do Pontificado supremo”, não se tratava de mera formulação costumeira de palavras.

A eleição

Entrementes, o Cardeal Sarto havia se restabelecido de suas apreensões. Outros cardeais, particularmente Ferrari e Satolli, vieram fazer “um premente apelo à sua consciência, para persuadi-lo a aceitar o sacrifício. [Cardeal Mathieu, “Les derniers jours”, p. 283.] O Cardeal Rampolla, apesar de seus votos em declínio, manteve sua candidatura. Fê-lo, afirmou ele, “por uma questão de princípio” e estava agindo “sob conselho formal de seu confessor”. [Cardeal Perraud, “Jounal du Conclave de 1903”, pp. 65-66.] Esta atitude, ao fim, atrasou a eleição do Cardeal Sarto. Parecia mesmo, após várias abordagens relatadas pelo Cardeal Perraud, que a obstinação de Rampolla era uma tática deliberada de obstrução contra Sarto. [O Cardeal Perraud relata duas visitas que o Cardeal Rampolla lhe fez em 4 de agosto: Ibid., p. 67. O Padre Landrieux, por sua vez, conta em seu Diário os esforços feitos pelos cardeais franceses para persuadir Rampolla a se retirar “nobremente”: a recusa deste impressionou os purpurados. Landrieux observa, sobre o penúltimo dia do conclave, após o sexto escrutínio no qual Rampolla recebeu apenas 16 votos (apenas metade do que recebera no dia anterior): “O comportamento de Rampolla é incompreensível. Ele não alcançou nada. Em quatro escrutínios, manteve 30 votos a seu favor para nada. Ele foi incapaz e relutante em dar qualquer direção àqueles que o apoiaram. Ele se recusou a sair quando se viu comprometido e perdeu o momento psicológico quando ele poderia salvar tudo com uma saída digna e honrosa”(“Le Conclave de 1903”, p. 179).]
cropped-tiarapius10a0.jpg
Finalmente, na votação — a sétima — da manhã de 4 de agosto, Cardeal Sarto recebeu 50 votos, contra apenas 10 do Cardeal Rampolla e 2 do Cardeal Gotti. “O Cardeal Sarto estava acabado”, recorda o Cardeal Mathieu: “seus olhos estavam cheios de lágrimas, o suor escorria por sua face e parecia estar quase desmaiando”. Segundo o ritual, o Cardeal Oreglia, Decano do Sacro Colégio, dirigiu-se a ele com dois outros cardeais para questionar ao recém eleito:
“Aceitais a eleição que canonicamente vos faz Soberano Pontífice?”
O Cardeal Sarto respondeu humildemente:
“Quoniam calix non potest transire, fiat voluntas Dei! (Já que não posso afastar-me deste cálice, faça-se a vontade de Deus)”.
Canonicamente, esta não era a resposta correta. O Cardeal Oreglia questionou novamente:
“Aceitais ou não?”
Então o Cardeal Sarto respondeu com a fórmula exigida:
Accepto!”
E quando questionado sobre qual nome ele doravante gostaria de ter, declarou:
“Pius Decimus (Pio X)”.

sábado, 9 de agosto de 2014

A Eletropaulo pode se recuperar? Parte II

Ano passado fiz uma análise sobre a Eletropaulo e sua recuperação depois das ações terem caído a preços bem baixos e 1 ano depois, tivemos valorização de 80% dessas ações e a tendência é que a recuperação ocorra de forma equilibrada entre 2015 e 2016.

Muitos olharam o resultado da Eletropaulo e a primeira vista é péssimo mas fazendo uma análise mais detalhada podemos verificar que o contexto poderá mudar muito em 2015 e 2016 e vamos aos detalhes.

O CDE que deverá entrar em alguns dias deverá melhorar a situação financeira da empresa, além dos empréstimos dos bancos visando o melhor equilíbrio financeiro da empresa, tirando um pouco da pressão.

Os custos previdenciários foram reduzidos com relação ao fundo de pensão dos aposentados da empresa,

O detalhe abaixo sobre o custo da compra de energia é bem interessante:

Custo da energia comprada no 2T 2013 = 1.019,6 MILHÕES.
Custo da energia comprada no 2T 2014 = 1.981,4 MILHÕES.


Reparem que o custo quase dobrou em um ano e se tivesse sido mantido o lucro liquido certamente chegaria nesse trimestre acima dos 500 mm.

O mais interessante ainda esta a seguir, as bandeiras tarifárias onde as tarifas terão acréscimo dependo da situação de geração de eletricidade. Abaixo retirei do site da ANEEL a metodologia que será utilizada.

fonte: http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=758

BANDEIRAS TARIFÁRIAS

A partir de 2015, as contas de energia terão uma novidade: o Sistema de Bandeiras Tarifárias.
 As bandeiras verde, amarela e vermelha indicarão se a energia custará mais ou menos, em função das condições
de geração de eletricidade.
Para facilitar a compreensão das bandeiras tarifárias, 2013 e 2014 serão Anos Testes. Em caráter educativo, a ANEEL
 divulga mês a mês as bandeiras que estariam em funcionamento. Consulte ao lado quais bandeiras estariam
valendo agora em cada um dos
 subsistemas que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além disso, as distribuidoras de energia divulgarão, na conta de energia, a simulação da aplicação das bandeiras
para o subsistema de sua região.
 O consumidor poderá compreender então qual bandeira estaria valendo no mês atual, se as bandeiras tarifárias já
 estivessem em funcionamento.

O sistema possui três bandeiras: verde, amarela e vermelha – as mesmas cores dos semáforos - e indicam o seguinte:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 
  • quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. A tarifa sobre acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 kWh 
  • consumidos.
Veja a qual subsistema o seu estado pertence:
  • Subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO):Regiões Sudeste e Centro-Oeste, Acre e Rondônia;
  • Subsistema Sul (S): Região Sul;
  • Subsistema Nordeste (NE):Região Nordeste, exceto o Maranhão;
  • Subsistema Norte (N): Pará, Tocantins e Maranhão.
 

Importante: Amazonas, Amapá e Roraima não estão no SIN e, portanto, nesses estados não funcionará o sistema
 de Bandeiras Tarifárias.


                 

Consulte as perguntas e respostas abaixo e tire suas dúvidas sobre as bandeiras e como são calculadas.

Por que foram criadas as bandeiras tarifárias?

A energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem das chuvas
 e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de
 poupar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a
combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. Por outro lado, quando há muita água armazenada, as térmicas não
 precisam ser ligadas e o custo de geração é menor.

As bandeiras tarifárias são mais um custo que será incluído à conta de energia?

As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, mas geralmente
 passa despercebido. Atualmente, os custos com compra de energia pelas distribuidoras são incluídos no cálculo de reajuste das
 tarifas dessas distribuidoras e são repassados aos consumidores um ano depois de ocorridos, quando a tarifa reajustada passa
a valer. Com as bandeiras, haverá a sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor,
 com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo,
 se assim desejar.


Como foram calculados os custos de cada bandeira?

A aplicação das bandeiras é realizada conforme os valores do Custo Marginal de Operação (CMO) e do Encargo de Serviço de Sistema
 por Segurança Energética (ESS_SE) de cada subsistema.

O Custo Marginal de Operação (CMO) equivale ao preço de unidade de energia produzida para atender a um acréscimo de demanda de
 carga no sistema, uma elevação deste custo indica que a geração de energia elétrica está mais custosa. Um CMO elevado pode i
ndicar níveis baixos de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas e condições hidrometeorológicas desfavoráveis,
isto é,
 poucas chuvas nas bacias dos rios. O CMO também é impactado pela previsão de consumo de energia, de forma que um aumento
de consumo
, em decorrência, por exemplo, de um aumento da temperatura, poderá elevar o CMO. Quando isso acontece, as usinas termelétricas
 entram em
operação para compensar a falta de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas ou o aumento de consumo e, assim, preservar a
 capacidade de
 geração de energia dessas hidrelétricas nos meses seguintes.

Já os Encargos de Serviço do Sistema (ESS) são aqueles decorrentes da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do Sistema
 Interligado Nacional (SIN)
. Os custos de ESS por segurança energética advêm da solicitação de despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
para realizar geração fora
 da ordem de mérito de custo, ou seja, despachar geração mais custosa (térmicas), visando garantir a futura segurança do suprimento
 energético nacional.

Juntos, o CMO e o ESS_SE determinam a bandeira a ser adotada em cada mês, por subsistema:

  • Bandeira verde: CMO + ESS_SE menor que R$ 200,00/MWh (cem reais por megawatt-hora);
  • Bandeira amarela: CMO + ESS_SE igual ou superior a R$ 200,00/MWh e inferior a R$ 350,00/MWh;
  • Bandeira vermelha: CMO + ESS_SE igual ou superior a R$ 350,00/MWh.

Uma vez por mês, o ONS calcula o CMO nas reuniões do Programa Mensal de Operação (PMO) - quando também é decidido se haverá ou não a
 operação das usinas termelétricas e o custo associado a essa geração. Após cada reunião, com base nas informações do ONS, a ANEEL aciona a
bandeira tarifária vigente no mês seguinte.

      
Acionamento das Bandeiras Tarifárias


Para ter acesso ao histórico das Bandeiras    clique aqui.


* O calendário de acionamento das bandeiras é definido conforme datas de realização das
 reuniões do PMO
 do ONS, que podem ser alteradas.

Eficiência energética: como economizar?

Com a aplicação das bandeiras tarifárias, o consumidor tem a oportunidade de gerenciar melhor o seu consumo
 de energia elétrica e reduzir o
 valor da conta de luz. O avanço da tecnologia permite usar menos energia para atender a uma mesma necessidade.
Ou seja, obter o mesmo
 conforto ou os mesmos serviços com uma quantidade menor de recursos energéticos.

Utilizar a energia elétrica de forma consciente e racional é muito importante para o consumidor de energia elétrica e
 para a sociedade.
Além de economizar na conta de luz, o uso eficiente de energia elétrica ajuda a evitar sua escassez. As ações de
combate ao desperdício ajudam
 a evitar um aumento do preço final da energia elétrica.

Clique aqui e conheça a cartilha da ANEEL que traz dicas de cuidados para evitar o desperdício de energia.


Depois da primeira análise e depois dessa mais aprofundada, manterei minha posição com segurança e esperando o desfecho de toda essa situação negativa que as distribuidoras vem enfrentando e no caso especifico a Eletropaulo que vem apresentando melhoraras em sua gestão e resiliência em todo esse contexto.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Excelente Resultado da Estácio

Em posts anteriores vinha falando do setor de educação e o resultado da minha escolha esta abaixo:

A Estácio encerrou o 2T14 com uma base total
de 383,0 mil alunos, 22,2% acima do 2T13, sendo 
303,6 mil matriculados nos cursos presenciais 
(19,2% sobre o ano anterior, incluindo aquisições) 
e 79,4 mil nos cursos a distância (35,0% acima do 
mesmo trimestre do ano anterior). 
 A receita operacional líquida totalizou R$589,1
milhões no 2T14, um aumento de 32,8% em 
relação ao 2T13, como resultado do crescimento 
da base de alunos e da variação positiva no ticket 
médio presencial, além do início da oferta dos 
cursos do Pronatec.
 O EBITDA atingiu R$106,0 milhões no trimestre, 
um crescimento de 59,2% em relação ao 2T13, 
com ganho de 3,0 pontos percentuais de margem.
 O lucro líquido somou R$86,0 milhões no 2T14,
um aumento de 84,2% em relação ao mesmo 
trimestre de 2013. O lucro líquido por ação ficou 
em R$0,29, um crescimento de 81,2% sobre o 
2T13.
 O fluxo de caixa operacional no 2T14 foi 
positivo em R$79,0 milhões, uma melhora de 
R$40,2 milhões em relação ao 2T13.
Considerando a mudança para o novo 
cronograma de recebimento do FIES, o fluxo de 
caixa operacional ajustado ficou em R$97,5
milhões, uma melhora de R$58,7 milhões.
 Ao final de junho, a Estácio contava com uma 
posição de caixa, depósitos bancários e 
aplicações financeiras de R$787,4 milhões.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O maior atleta dos Estados Unidos em dois esportes ao mesmo tempo!

Hoje estava vendo um documentário na ESPN e como adoro esportes, fiquei impressionando com a história do mais talentoso esportista americano do século XX.
Nós conhecemos muitas histórias de jogadores que atuaram profissionalmente em dois esportes. Mas provavelmente nenhum com tanto talento para os dois como Bo Jackson, hoje com 50 anos. Na segunda metade da década de 1980, Vincent Edward Jackson foi um dos principais jogadores da MLB e também da NFL – acredite, ao mesmo tempo. A história dele é tema de um dos filmes do 30 for 30, “You don’t know Bo”, da excelente série de filmes transmitida pela ESPN.
Bo Jackson jogava futebol americano e beisebol na Universidade de Auburn. Era considerado um dos melhores running backs do futebol universitário e, vencedor do Troféu Heisman, seria uma escolha óbvia no draft. Foi a primeira seleção, feita pelo Tampa Bay Buccaneers, mas se recusou a assinar com o time da Flórida. Para ele, a franquia sabotou sua carreira no beisebol universitário para tê-lo na NFL. Preferiu deixar o futebol de lado e apostar na MLB. Aparentemente sem o mesmo talento para o esporte do taco, treinou. E o talento existia.
Foto: MLB.com/Reprodução
Com um porte físico incrível, um talento atlético inigualável, foi draftado pelo Kansas City Royals na MLB. Logo nos primeiros jogos, deu show. Conseguiu home runsespetaculares, corridas impressionantes e jogadas de tirar o fôlego quando estava na defesa.
Após um ano na MLB, recebeu uma proposta para jogar peloLos Angeles Raiders na NFL. Aceitou, desde que não precisasse sair do beisebol. Assim seguiu, ídolo nas duas ligas. Jogava beisebol no verão e futebol americano no inverno, sem descanso. Grande nome do esporte dos Estados Unidos à época, virou um fenômeno midiático. A frase “Bo knows” virou uma febre.
Jackson só cairia para uma grave lesão. Quando jogava futebol americano, em uma
Foto: Reprodução
partida de playoffs contra o Cincinnati Bengals na temporada 1991, sofreu um tackle e deslocou o quadril. Ali acabava a sua carreira no futebol americano. O ídolo ainda jogaria  no beisebol, sem o mesmo brilho, até 1994. O suficiente para ganhar o prêmio de melhor retorno do ano da liga em 1993.
Na NFL, jogou apenas pelo Los Angeles Raiders. Na MLB, além do Kansas City Royals, defendeu Chicago White Sox e California Angels. Participou do jogo das estrelas nos dois esportes, o primeiro e até hoje único da história a conseguir o feito. Vale a pena procurar e assistir ao filme, é uma bela história.
referência: http://wp.clicrbs.com.br/primetime/2013/01/19/a-incrivel-historia-de-bo-jackson-astro-da-mlb-e-nfl/?topo=13,1,1,,,13