Carteira de Ações

domingo, 19 de outubro de 2014

Cidadania Italiana - Fase Final

A cidadania italiana esta cada vez mais próxima e a tramitação no Tribunal de Roma esta caminhando muito mais rápido do que pensei e entre Janeiro e Fevereiro de 2015 com a decisão do Tribunal de Roma favorável, já vou começar 2015 com a Cidadania Italiana e a concretização de mais um sonho e revivendo a cultura italiana da família iniciando o curso de Italiano e Cultura visando meu Doutorado na Itália, onde é concluído em 3 anos, 1 ano a menos dos 4 anos exigidos no Brasil. 

Em julho desse ano foi protocolado a ação da minha família no Tribunal Ordinário de Roma e meu processo foi analisado pelo Juiz e marcado a audiência para Janeiro de 2015, essa é uma ótima noticia pois a documentação para ser encaminhada para audiência é analisada e validada. 

Depois de marcada a audiência, a documentação passa para o Ministério Público Italiano e também é analisado e repassado para o Juiz até o dia da audiência.

Como o processo de cidadania italiana por via materna tem grande jurisprudência na corte italiana, geralmente o Ministerio dello Interno que é a parte contrária e envolvida nesse processo é intimada e nas últimas audiências de 2 anos para cá, não tem comparecido. 

Esse não comparecimento da parte contrária facilita  a decisão do Juiz, entendendo o processo da parte contrária como renúncia e dando ganho de causa para a parte interessada. 

Abaixo a tramitação do Processo:

  • ISCRIZIONE RUOLO GENERALE
  •  - ASSEGNAZIONE A SEZIONE
  •  - DESIGNAZIONE GIUDICE
  •  - FISSAZIONE UDIENZA PRIMA COMPAR. / TRATT. (art.183 ai sensi art. 168 bis, c.5)
  •  - PASSAGGIO ATTI AL PM/PG
  •  - RITORNO ATTI DAL PM/PG

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Poder de Mercado e Regulação - Nobel de Economia

Segundo professor francês citado pelo meu blog seguido e agora laureado com o Nobel de Economia de 2014 e trata-se de Jean Tirole com o estudo do Poder de Mercado e Regulação. O referido professor é referência no desenvolvimento da minha dissertação que trata exatamente da Regulação comparando o modelo do Brasil e da Itália, analisando pontos positivos e negativos dos principais atores dos dois modelos regulatórios, visando melhorar e equilibrar a Regulação desses dois Países. 

Jean Tirole foi escolhido para o Nobel de Economia 2014, informou nesta segunda-feira (13) a Academia Real das Ciências da Suécia. Tirole é a professor na Universidade de Toulouse, na França, e tem 61 anos. Ele foi premiado por sua análise do poder de mercado e regulação. O economista receberá um prêmio de 8 milhões de coroas suecas (1,1 milhão de dólares).
Em comunicado oficial, intitulado “A ciência de domar as empresas poderosas”, a Academia Real das Ciências da Suécia define Tirole como um dos economistas mais influentes da atualidade, por suas importantes contribuições teóricas de pesquisa em várias áreas, mas especialmente por sua análise de como compreender e regular indústrias dominadas por algumas poucas empresas poderosas.
“Muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou por um único monopólio. Sem regulação, tais mercados, muitas vezes, produzem resultados socialmente indesejáveis”, diz o texto.

Exemplos desses resultados indesejados são preços mais elevados do que aqueles motivados por custos ou empresas improdutivas que sobrevivem através do bloqueio da entrada de negócios novos e mais produtivos.
A partir de meados da década de 1980, Jean Tirole deu vida nova para a pesquisa de tais falhas de mercado, destaca a Academia. “Sua análise de empresas com poder de mercado fornece uma teoria unificada, com uma forte influência sobre questões políticas centrais: como deve o acordo do governo com fusões ou cartéis, e como deve regular os monopólios?”.
Antes de Tirole, contudo, alguns pesquisadores e formuladores de políticas se dedicaram ao estudo de princípios gerais para todas as indústrias. Eles defendiam regras de política simples, como pôr limites a preços para os monopolistas e a proibição de cooperação entre concorrentes, permitindo ao mesmo tempo a cooperação entre empresas com diferentes posições na cadeia de valor.
Segundo a Academia, Tirole mostrou teoricamente que tais regras podem funcionar bem em certas condições, mas podem fazer mais mal do que bem em outras.
Tal relação pode ser entendida as seguinte maneira: preços máximos, por exemplo, podem fornecer às empresas dominantes fortes motivos para reduzir custos – o que representa uma coisa boa para a sociedade - mas também pode permitir lucros excessivos - uma coisa ruim para a sociedade, diz o texto.
“Cooperação em matéria de fixação de preços em um mercado geralmente é prejudicial, mas cooperação em matéria de patentes pode beneficiar a todos. A fusão de uma empresa e seu fornecedor pode incentivar a inovação, mas também pode distorcer a concorrência”, conclui.
fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/por-que-o-nobel-de-economia-foi-para-jean-tirole

domingo, 12 de outubro de 2014

Sofrimento no Trabalho - Gaulejac

Esse mês esta corrido, tendo em vista conciliação com várias atividades mais o mestrado e minhas férias no final desse mês onde vou conhecer a Alemanha, Austria, Republica Theca e Hungria e organizar tudo isso demanda tempo mas a compensação é maravilhosa. 

Minha carteira de ações contínua a mesma e tivemos grande oscilações nesses últimos meses devido as eleições mas a estratégia contínua a mesma, tranquilidade e sistematização sem influências externas na tomada de decisão.

Em uma das aulas nessa semana, vi uma apresentação muito interessante do Professor Gaulejac da Universidade de Paris sobre o sofrimento no trabalho e queria compartilhar aqui, onde o tema esta cada vez mais em evidência e as soluções nas relações de trabalho estão proporcionalmente mais conflituosas devido ao grande assédio no ambiente de trabalho. 

fonte; http://gvpesquisa.fgv.br/video/vincent-de-gaulejac-doenca-do-management-2013

domingo, 21 de setembro de 2014

Preço dos Ingressos na Rio 2016

Como pretendo assistir alguns jogos de basquete, volei, futebol e outros esportes nas olimpíadas, abaixo trago os valores oficiais dos ingressos na Rio 2016 e a minha pergunta vai ser qual o critério de seleção de compras para esses ingressos? Fui a praticamente a todos os jogos na Copa do Mundo no Rio e só eu sei a dificuldade de comprar os ingressos mas foi uma experiência única para mim e jamais vou esquecer os esses momentos, principalmente ver uma final de Copa do Mundo ali pertinho dos melhores jogadores do Mundo. 

http://www.rio2016.com/sites/all/themes/rio2016_agosto_14/doc/pdf/Tabela_de_precos_dos_ingressos_dos_Jogos_Olimpicos_Rio_2016.pdf

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Barsi indica Cemig mas devemos analisar todo contexto

Na matéria abaixo, o grande investidor Barsi comenta sobre as ações da Cemig mas devemos analisar o contexto político nas eleições estaduais e uma mudança no governo pode acarretar mudanças na gestão da empresa e consequentemente nos resultados principalmente em 2016 em diante. 

Além disso, em 2015 temos varias situações de renovações de concessões e uma provável decisão de Jaguara, a empresa tem excelente governança e ótimos resultados mas devemos analisar todo o contexto nos próximos anos que poderão modificar bastante a situação atual, portanto todo cuidado é pouco em transições de governo.

http://www.infomoney.com.br/blogs/blog-da-redacao/post/3580643/procura-uma-acao-para-investir-para-aposentar-luiz-barsi-indica


sábado, 13 de setembro de 2014

Neuromarketing e o comportamento do consumidor.

Ontem escrevi sobre a credibilidade e o valor da marca e isso tudo esta relacionado a forma como é consumido produtos e serviços em nossa sociedade e acredito que depois da Revolução Industrial, estamos vivendo possivelmente um tipo de Revolução no Consumo e uma ferramenta chamada Neuromarketing é de vital importância para entender o caminho que estamos seguindo. Vamos entender o mecanismo e seu funcionamento através do excelente artigo científico da Claudia Colaferro e Edson Crescitelli da USP que disponibilizo algumas partes centrais abaixo e para quem quiser ler ele todo, na fonte abaixo esta o link completo.

A Contribuição do Neuromarketing para
o Estudo do Comportamento do Consumidor
Claudia Almeida Colaferro†
Universidade de São Paulo - USP
Edson CrescitelliΩ
Universidade de São Paulo - USP

RESUMO
Entender o comportamento do consumidor em uma sociedade marcada pela complexidade é
uma tarefa desafiadora. Por isso, o objetivo deste estudo é investigar quais são as novas
informações que podem ser obtidas por meio do neuromarketing e se elas ajudam na
elucidação do conhecimento sobre os consumidores. O método de investigação adotado foi
uma pesquisa exploratória envolvendo levantamento bibliográfico e investigação de campo
com pesquisas em profundidade envolvendo especialistas nacionais e internacionais. Concluise
ao final que o neuromarketing - ou a aplicação da neurociência na área de marketing - pode
oferecer ganhos no entendimento das reações dos consumidores.

Palavras-chaves: Comportamento do consumidor. Ciências cognitivas. Neuromarketing,
Neurociência. Pesquisa de Marketing.

131 Colaferro, Crescitelli
BBR, Vitória, v. 11, n. 3, Art. 6, p. 130 - 153, maio-jun. 2014 www.bbronline.com.br

1 INTRODUÇÃO
entender o comportamento do consumidor, em uma sociedade marcada pela
complexidade, envolve o estudo de muitas variáveis. Nesse cenário, como
descrito em Lipovetsky (2008), ao exigir sempre mais, o indivíduo torna-se
indefeso diante das amarguras do presente e dos sonhos futuros. As pessoas
vivem em um contexto de pressão em busca de suas criações de
necessidades e bem-estar. O indivíduo aspira participar do consumo
mundial, do ócio e das marcas. Portanto, as referências tradicionais como
sexo, idade e raça já não se mostram eficazes. Assim, outras ganham
relevância, como diferenças de opiniões, preferências, interesses e as várias formas de
expressão e comportamento das pessoas, principalmente aquelas não conscientes.

Mudanças nas dinâmicas sociais, novas tecnologias, novos estilos de vida e a presença
de consumidores mais conscientes também provocaram a hegemonia da comunicação de
massa, em particular da propaganda como fonte de informação. Com isso, desencadeou-se
nessa forma de comunicação uma crise de credibilidade, uma vez que os receptores das
mensagens estão cientes de que os anunciantes querem convencê-los a comprar - e os
consumidores possuem uma postura mais crítica e cética, confirmando a diminuição do poder
de persuasão desta ferramenta de comunicação (CRESCITELLI, 2004).

Nessas circunstâncias, com a pluralidade de ofertas, onde há um consumo do efêmero,
em que todos buscam um consumo futuro melhor, evidencia-se a importância do
conhecimento, não apenas das necessidades específicas declaradas pelos indivíduos, mas de
suas reais motivações, conscientes ou inconscientes. Com isso, os benefícios oferecidos por
marcas podem ir além da oferta de valor de seus concorrentes e desenvolver assim não apenas
a intenção de compra, mas também a maior fidelidade as suas ofertas.

No cenário apresentado, a pesquisa de comportamento e suas práticas de investigação
devem ser parte integrante e contínua do fluxo de negócio e não apenas uma área de apoio à
área de marketing. Para obterem sucesso nessa empreitada, profissionais e pesquisadores
estão permanentemente investindo em técnicas que possam esclarecer o rol de informações e
melhorar o entendimento do comportamento dos consumidores, tais como pesquisas de
mercado ad hoc, painéis demográficos e psicográficos e ainda projetos exploratórios como
entrevistas utilizando técnicas projetivas, como descrito em Malhotra (2011).

No entanto, vive-se um desencadeamento de uma crise das metodologias clássicas de
investigação. Essas são vistas como limitantes e pouco esclarecedoras para o entendimento de

2.1 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
O estudo do comportamento na administração de marketing é entendido como a
observação dos consumidores em seu processo de decisão de compra, sua busca, sua compra,
seu uso, sua avaliação e seu descarte de produtos, serviços ou ideias, com a expectativa de
obter maiores informações para elaborar propostas que satisfaçam suas necessidades e suas
demandas. Para Schiffman e Kanuk (2000), o estudo do comportamento do consumidor é
interdisciplinar, baseia-se nos conceitos e teorias acerca das pessoas, desenvolvidos por
cientistas em disciplinas tão diversas quanto a psicologia, a sociologia, a psicologia social, a
antropologia cultural e a economia.

O modelo de tomada de decisão do consumidor investigado pelos autores une os
conceitos psicológicos, sociais e culturais em uma estrutura de trabalho facilmente entendida.
Esse modelo tem três séries de variáveis - as variáveis de input ou as variáveis externas do
ambiente mercadológico ou não; as variáveis de processo, ou as influenciadas pelo campo
psicológico do consumidor; e as variáveis de output, ou as experiências anteriores com o
produto. 

2.2 NEUROMARKETING
O que se constata com essa comparação é a oportunidade de avaliação de outras
técnicas as quais possam contribuir principalmente na fase de processo decisório do
consumidor, mais especificamente no campo psicológico. O neuromarketing surge para
obtenção de um maior arcabouço de conhecimento, com a proposta de agregar às informações
comportamentais as motivações ocultas no inconsciente da mente que direcionam os
indivíduos em seu processo de escolha. Surge, portanto, no intuito de melhorar a elaboração
de ofertas de valor para o cliente ou consumidor e utiliza e aplica métodos da neurociência e
suas ferramentas para seu diagnóstico.

O neuromarketing, segundo Fisher et al (2010), foi primeiramente reportado como
termo em 2002, em um press release de uma empresa de Atlanta chamada BrightHouse, que
anunciou a criação de uma unidade de negócio usando fMRI, ou ressonância magnética, para
estudos de marketing. O fato atraiu críticas e conflitos os quais envolviam a universidade de
Emory, pois utilizava seus espaços, seus estudos de imagem e pelo menos um professor de
psiquiatria para tais estudos. Mas antes desse evento, estudos que envolviam reações do
consumidor à comunicação em televisão utilizando eletroencefalograma já eram utilizados
por corporações, e uma patente sobre a utilização da neuroimagem como ferramenta de
marketing foi efetuada em agosto de 2000, por Gerald Zaltman e Stephen Kosslyn na
Universidade de Harvard, chamada “Neuroimaging as a marketing tool”. Em Outubro de
2004, o jornal The New York Times publicou uma matéria polêmica. A jornalista Sandra
Blakeslee (2004) descreve as novidades do neuromarketing no artigo: “If you have a buy
Button in your brain, what pushes it?” e levanta suas dúvidas diante das técnicas de imagem
utilizadas em pesquisa de mercado.

Como afirma Lindstrom (2008), de forma alguma os consumidores podem expressar
algo que realmente pensam de forma consciente. As reações e emoções são encontradas no
cérebro em um curto espaço de tempo e não de forma consciente traduzida em palavras
descritas em um questionário, e, portanto há o descrédito nas investigações tradicionais
utilizadas para investigar construção de marca. Castells (2009) comenta que a construção da
realidade para uma pessoa, como reação a eventos internos ou externos, se dá com o
processamento dos mesmos de acordo com padrões individuais. A maioria dos
processamentos é inconsciente e a realidade não é objetiva nem subjetiva, e sim fruto da
construção de imagens as quais misturam o que acontece no mundo físico (dentro e fora do
indivíduo) com o material da experiência anterior acumulada na mente no decorrer de
correspondências neurais no tempo, entre as características dos eventos e o catálogo de
respostas disponíveis na mente.

Recentemente, pesquisadores propuseram diferentes definições de neuromarketing.
Mais especificamente: i) Lee et al (2007) definiram o neuromarketing como uma área
acadêmica e não uma aplicação das técnicas de neuroimagem para vender produtos; ii)
Hubber e Kenning (2008) vêm neuromarketing como uma atividade de negócios ao invés de
uma área acadêmica, denominada neurociência do consumidor. Para eles, o neuromarketing
seria somente uma aplicação dos conhecimentos adquiridos nessa ciência dentro de um
escopo de práticas gerenciais.

Na literatura atual, os estudos relatados de neuromarketing combinam métodos
científicos de imagem não invasivos os quais medem o nível da atração ou repulsão
emocional que os consumidores experimentam quando estimulados pela campanha de uma
marca.

Seguem alguns exemplos de aplicações encontrados na literatura: em estudo publicado
por Batista et al (2008) para estudos de percepção visual sobre estímulos, pesquisadores se
dedicam a explorar como o processo ocorre no ser humano em cenas complexas. Esse
processo, envolvendo a atenção e a memória, tem, além do que se quer avaliar, estímulos
distratores no ambiente no qual o observador se encontra. Para avaliar a percepção e seus
prováveis ruídos, utilizam-se registros eletrofisiológicos, como eletroencefalograma, outras
aparelhagens específicas como eye trackers que capturam onde o olho coloca a atenção na tela
do computador, questionários e/ou escalas, reproduzindo em laboratório a cena visual
estudada, ou ainda realizando pesquisas em campo, na situação “real” em que a cena ocorre.
Outro exemplo, quando pesquisadores utilizam produtos de consumo para estudar conceitos
como processamento sensorial, escolha e avaliação de perdas e ganhos, como fizeram
MacClure et al (2004), que estudaram as diferenças entre as marcas Coca-Cola e Pepsi usando
fMRI para obter entendimento de símbolo cultural e não para oferecer desenvolvimento de
design para o mercado no qual atuam. Mais um exemplo foi o estudo realizado por Astolfi et
al. (2008) o qual — agora utilizando EEG, medindo ativação elétrica das regiões estimuladas
do cérebro a comerciais televisivos — provou que os mais lembrados após alguns dias do
teste ativam regiões distintas do cérebro em comparação com os que são esquecidos,
sugerindo a necessidade de maior investigação de áreas ligadas à memorização na busca por
entendimento do comportamento.

Um método utilizado é o SST (Steady State Topography), versão avançada de um
eletroencefalograma que traz a vantagem de poder medir as reações instantâneas do cérebro.
O fMRI, um escâner que pode marcar áreas muito pequenas que foram estimuladas, é o
aparelho mais sofisticado disponível no mercado. O que se vê em variados estudos realizados
por empresas de pesquisa de mercado, é que se utiliza, além de instrumentos de imagem da
neurociência, uma série de complementações de pesquisas tradicionais qualitativas e também
medições das reações corporais ou biométricas, sejam elas elétricas, químicas ou mecânicas
como eye-tracking, medição do foco ocular, medição de reação na pele como temperatura,
contração muscular ou condutância elétrica e até mesmo respostas faciais a produtos e seus
estímulos. A Biometria, de acordo com Jain et al (2002), é a ciência a qual identifica os
indivíduos com base em suas características fisiológicas ou comportamentais, com as
propriedades fundamentais de universalidade, unicidade, permanência, mensuração e evasão.
Há uma variedade de tecnologias que permitem diferentes medições do funcionamento
cerebral. São elas, de acordo com Ariely e Berns (2010):

· Functional Mri (fMRI): A técnica utiliza um escâner de ressonância magnética para
medir o nível de oxigenação do sangue-dependente (BOLD). As mudanças BOLD são
geralmente correlacionadas à atividade sináptica, e este aparelho mede regiões muito
pequenas, porém não de forma muito rápida (resolução de 1-10 mm e de 1-10 segundos).

· Electroencephalography (EEG): Os eletrodos de EEG são aplicados ao couro
cabeludo com uso ou não de gel, e as alterações de medidas no campo elétrico na região do
cérebro logo embaixo são capturadas. A EEG tem uma alta resolução temporal
(milissegundos) e pode, portanto, detectar breves eventos neuronais.

 Um parente mais caro que o EEG, o MEG mede as mudanças nos campos magnéticos induzidos pela atividade neuronal; tem a mesma vantagem da alta resolução temporal e, como o campo magnético é menos distorcido pelo crânio do que o campo elétrico, apresenta melhor resolução espacial do que o EEG. Como EEG, o MEG é mais sensível a sinais superficiais corticais (principalmente nos sulcos
cerebrais).

· Transcranial magnetic stimulation (TMS): Um núcleo de ferro, muitas vezes na
forma de um toroide envolto em fios elétricos, cria um campo magnético forte o suficiente
para induzir correntes elétricas nos neurônios subjacentes quando colocados na cabeça.
O que se conclui das investigações acadêmicas é que se utiliza fMRI ou EEG na maior
parte dos estudos e o que se busca é a identificação das correlações entre estímulo e área de
ativação no intuito de aumentar o conhecimento sobre o comportamento. No entanto, o que se
pode notar é a falta de recomendação e protocolos, tal como número de participantes ideais,
para obtenção de resultados válidos para replicação. Conforme menciona Spiers e Maguire
(2006) — apesar de estudos envolvendo a análise de comerciais estarem começando a
oferecer progresso—, o fato da utilização do fMRI depender da passividade do analisado pode
implicar dados não comprováveis na vida real, visto que muitas reações diárias sofrem a
influência e o envolvimento do ambiente onde as pessoas vivem. Porém, é unanimidade a
recomendação de maiores estudos continuarem a ser feitos. Para Lee et al (2007), a maioria
das ciências sociais ainda não adotou a neuroimagem como uma ferramenta standard nem
como procedimento para pesquisa. A neuroeconomia começou com a utilização da
neuroimagem em suas pesquisas; o marketing ainda está lento no despertar para os benefícios
das pesquisas de imagem, independentemente de ambos os campos de estudo dividirem
preocupações comuns relacionadas a processos de decisão e troca. Isso se baseia no fato de
que o escopo de marketing, em suas pesquisas nas escolas de negócio, é essencialmente sobre
entendimento, explicação e predição do comportamento relevante, seja individual, grupal ou
organizacional para os mercados. Portanto, deve-se ao fato do interesse comercial de
aplicação dos conhecimentos gerados na pesquisa acadêmica para vender mais produtos para
a população, formando assim uma barreira natural por propor a utilização das imagens
cerebrais para influenciar e infringir a privacidade pessoal. No entanto, mesmo no círculo
acadêmico, existem preocupações sobre a habilidade dos métodos neurológicos em levar em
consideração a panóplia das variáveis relevantes nas teorias de marketing, como mencionado
por Spiers e Maguire (2006). 

Um artigo de julho de 2010, na revista Harvard Review of Psychiatry, levantou mais
preocupações sobre a forma simplista com que o neuromarketing conclui certos estudos, bem
como com a falta de transparência em um campo cujas fundamentações acadêmicas são de
difícil conclusão ou identificação. Em setembro do mesmo ano, o órgão regulatório de
pesquisa Americano, The Advertising Research Foundation – The ARF — anunciou um
projeto chamado NeuroStandards Initiatives, do qual participam oito empresas de pesquisa
que utilizam a neurociência para investigações de mercado. Estas submeteram seus métodos
para revisão com o objetivo de obter regras de utilização das técnicas de forma a criar
guidelines, ou procedimentos comuns, para validação dos resultados obtidos dentro do setor e
evitar problemas ou discussões em relação à ética. O projeto chamado NeuroStandards,
promete ser o primeiro e único conjunto de princípios científicos para aplicação de técnicas de
investigação de mercado com utilização de EEG como forma de mapeamento do cérebro.

fonte: http://www.spell.org.br/documentos/ver/31541/a-contribuicao-do-neuromarketing-para-o-estudo-do-comportamento-do-consumidor

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Credibilidade e Valor da Marca

Hoje fiquei pensando sobre esse tema, que ao meu ver é fundamental para qualquer decisão que tomamos em nossas vidas e investimentos, procurando o máximo de informações para as tomadas de decisões que nos cercam a cada minuto. 

A governança corporativa e seus níveis dentro da Bovespa servem de parâmetro para esse nível de credibilidade que tentamos buscar nos investimentos através da transparência e todos os itens de exigência que cercam as empresas que buscam a excelência em governança. 

As medidas administrativas que as empresas tomam visando transparecer essa credibilidade é muito importantes para os investidores de longo prazo que devem procurar todos os mecanismos para ter a sensação de conforto e assim evitar todo estress em momentos de turbulência. 

Pensemos no exemplo da amizade, demoramos muito tempo para confiar em uma pessoa, analisando as situações do cotidiano e isso vai avançando pelas atitudes que esse possível amigo vai demonstrando e vamos avaliando passo a passo até tomarmos a decisão que aquela pessoa vai fazer parte de nossa vida e a credibilidade é ao meu ver o fator principal para a consolidação dessa amizade.

Antes de decidir por qualquer empresa que vamos investir, devemos analisar seus fundamentos financeiros e também a forma como sua marca é avaliada e vista pelo mercado, como ela se comporta nas mais variadas situações e qual o planejamento visando o desenvolvimento para que cada vez mais essa marca se valorize entre as pessoas. 

Tive uma aula essa semana onde debatemos muito sobre esses conceitos, ligando o consumidor até a marca e como é a percepção desse consumidor através da credibilidade que a empresa passa ao mercado. A segurança no caso dos Bancos que pode ser arranhada como vemos com diversos casos de bancos médios que muitas das vezes quebram , diferentemente dos grandes bancos com marcas já consolidas no mercado. 

Itens subjetivos como marca são de difícil mensuração e podem ser o grande diferencial em um futuro próximo de onde vamos colocar nosso dinheiro para investir, onde vamos consumir e como vamos nos sentir confortáveis ou não através de nossas decisões em nossa vida pessoal.